Em comum a gente tem uma filha, o Corinthians e a certeza de que todo o resto pode ser negociado, ou não...
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Os problemas da Martinha...
Já vou adiantando que a Martinha é um personagem fictício, não existe fisicamente, não tem telefone, RG ou coisa que o valha. Mas ela existe, e muito, conceitualmente. No imaginário masculino, a Martinha é aquela quase amiga/vizinha/colega de faculdade de nossas companheiras.
Vamos deixar claro. A Martinha não é a melhor amiga e confidente das mulheres, mas aquela conhecida frequente, com quem elas trocam informações superficiais e sem importância vez ou outra. Mas aí é que está o perigo, e são essas informações sem importância as responsáveis por várias das discussões inúteis que temos ao longo da nossa vida conjugal.
Essas informações guardam armadilhas perigosas. Acontece mais ou menos assim:
Mulher – te contei da Martinha?
Você – Não. O que aconteceu?
Mulher – Tá uma arara com o Eugênio (esse é o fictício marido/companheiro da Martinha).
Você – Ah, é? Por quê?
Aqui os homens começam a se enredar. Essa é a deixa para que sua mulher fale sobre os problemas da Martinha com o Eugênio, que podem ser muitos:
Mulher – Porque ele a) não ajuda em casa; b) não leva as crianças na natação; c) deixa toalha molhada na cama; d) não põe roupa suja no cesto; e) não desgruda da TV; f) não larga o controle remoto; g) não gosta da mãe dela; h) não se dá com o irmão dela; i) trabalha todo final de semana; j) não lava o carro; k) deixa meias sujas no sapato; etc., etc.
O problema em si é irrelevante. A questão é que, no momento em que ela descreve o problema do Martinha, você, homem, ferrou-se, e em qualquer uma das reações possíveis. Se não, vejamos:
Neutro
Você, bem humorado – Ah, eles são assim mesmo...
Mulher – Tá rindo do quê? Você faz igual...
Viu? Pronto. Foi-se a Martinha e o problema agora é você.
A favor da Martinha
Você – Verdade. Tá certa ela!
Mulher – Jura? Então vale para o senhor também, que é igual a ele.
Pronto! Caiu de novo!
Na pior das hipóteses, e já sabendo o inevitável destino da conversa, você pode partir para o confronto direto:
Você – Eu hein! O Eugênio é que tá certo! A Martinha é folgada prá caramba!
Por tudo isso é bom estar sempre atento à possibilidade de que os problemas da Martinha apareçam, e procurar evita-los ao máximo:
Mulher – te contei da Martinha?
Você – Acho que sim... Vamos tomar um sorvete??
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