sábado, 23 de abril de 2011

Homem: Ser monotarefa

Por mais que tenha tentado, até hoje eu não entendi como os homens conseguem estar tão perto de uma criança e não perceber que ela está aprontando alguma peripécia. Por exemplo, sábado passado estávamos Maria Helena, @fabiobbarros e eu em casa. Aquele dia sem compromissos, sabe? Pois bem, MH estava à mesinha desenhando e pintando revistas de colorir, sentada exatamente aos pés do @fabiobbarros. E eu, imaginem vocês, arrisquei um cochilo no sofá da sala (logo vocês entenderão o “arrisquei”).

Acho que esse cochilo durou dez minutinhos, se tanto. Quando entreabri os olhos, vi a Maria Helena, com a caneta esferográfica em punho (que não era a utilizada para a pintura que ela fazia antes de eu cochilar) colorindo adivinhem o quê? Não, nada de revistas de colorir, nem tampouco as mãos (coisa que ela faz com alguma frequência) ou muito menos folhas de caderno. Ao invés disso, ela estava fazendo desenhos no couro do tênis dela!!! Desenhos elaborados, diga-se. Um sol com longos raios ilustrava o pé direito do tênis, enquanto o esquerdo trazia as iniciais MH e outros tantos rabiscos (sim!! Ela desenhou em ambos os pés).

Eu acordei imediatamente do cochilo. Vocês podem calcular que fiz isso chilicando com a Maria Helena e, claro, com o pai dela, que estava concentrado no celular, provavelmente no Twitter, Facebook, Foursquare ou Majong da vida. E aí eu pergunto: como foi que o @fabiobbarros não viu?! Ela estava sentada, como eu disse aqui em cima, exatamente nos pés dele!! “Não vi, ué?”

Pois é, não viu desta vez tanto quanto num outro dia, em que estávamos comendo uma feijoada na casa de uns amigos vizinhos aqui do condomínio (daquele casal cuja esposa veio pedir maisena dia desses). Eu, na cozinha ajudando a dona da casa, tinha certeza que ele estaria de olho na Maria Helena. Situação normal de casal com filho que vai almoçar no vizinho, certo? Errado!!

Fui até a sala. “Fá, cadê a Lelê?” Ele, cerveja não mão, sentado em uma poltrona de costas para o quintal, aponta, sem se virar: “está aqui no quintal”. É verdade que eu pergunte onde ela estava e não o que ela estava fazendo. No entanto, do jeito que ele respondeu, parecia certo que a situação estava totalmente sob controle... Tão logo eu olho para fora, no entanto, vejo terra voando: sim, era a Maria Helena cavando o jardim do casal e jogando a terra pro alto. Mas ele sabia que ela estava lá. Fazendo o que é o de menos.


Sabe aquela velha história que os homens só conseguem fazer uma coisa por vez? Então, o @fabiobbarros escolheu, nesse caso, a cerveja. Em casa, o Twitter. E eu, quem mandou querer cochilar em plena tarde de um sábado de ócio?

Um comentário:

  1. O ponto não são as respostas, estas são corretas. O problema está nas perguntas, sempre as erradas.

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